Na combustão do enxofre, o produto da oxidação normalmente é SOX2, mas SOX3 também pode se formar em condições específicas. Uma amostra de 0,62g de enxofre foi queimada com oxigênio ultrapuro em um calorímetro que opera em pressão constante cuja capacidade calorífica é 5,3kJ⋅K−1. A temperatura aumentou 1,14°C sendo todo o enxofre foi consumido na reação.
Determine a razão entre o dióxido de enxofre e o trióxido de enxofre produzido.
Dados
SOX2(g)
SOX3(g)
ΔHf∘/molkJ
−297
−396
Gabarito
Gabarito
A combustão do enxofre pode produzir tanto SOX2(g) quanto SOX3(g). Como o calorímetro opera em pressão constante, o calor absorvido por ele corresponde, em módulo, à entalpia liberada na combustão. Assim, é possível usar o calor total medido e a quantidade total de enxofre consumida para montar um sistema que determine quanto de cada óxido foi formado.
Etapa 1.Relacione a quantidade total de enxofre com as quantidades de SOX2 e SOX3 formadas.
Como todo o enxofre foi consumido, nS=MSmS=32molg0,62g=0,0194mol logo, nSOX2+nSOX3=0,0194mol(I)
Etapa 2.Calcule o calor absorvido pelo calorímetro.
O calor absorvido pelo calorímetro é Qcal=CcalΔT=(5,3kJ⋅K−1)(1,14K)=6,042kJ
Etapa 3.Escreva as equações químicas balanceadas para as reações.
Etapa 4.Relacione o calor liberado com as quantidades de SOX2 e SOX3 formadas.
A entalpia total liberada é a soma das contribuições das duas reações: nSOX2ΔHf,SOX2∘+nSOX3ΔHf,SOX3∘=6,042kJ logo, (297molkJ)nSOX2+(396molkJ)nSOX3=6,042kJ ou, 297nSOX2+396nSOX3=6,042mol(II)